Madrugada infinita


Nesse meio tempo, sempre quando estou mal, tento pensar em outras coisas, talvez para fugir do que realmente está me propondo. Sei o quanto dói você se olhar no espelho e não ver nada de legal, ir em uma piscina com seus amigos e ficar só com os pés dentro da água, coisa tradicional de gente que odeia seu corpo e quer tentar esconder de todos, eu sei como é isso, já passei milhares de vezes, nada que quando chegasse em casa milhares de altos julgamentos e por minutos ser uma cachoeira ambulante, não resolvesse.

Nesses últimos dias aqueles fantasmas antigos voltaram, era o que eu mais tinha medo, talvez tenha sido um choque de realidade, talvez fosse para voltar mesmo. Deixei meu cabelo crescer mais do que deveria, dormi demais esses últimos dias, chorei ao me olhar no espelho, não quis saber de balança, comi pra caralho doce, parece que a felicidade vai e vem, odeio esse tipo de coisa momentânea.

Uma hora estou esbanjando um numero quarenta e seis, sorrindo para todos, mas quando chego em casa, os meus defeitos fazem questão de me manter informados deles, dói sabe? Dói saber por que as coisas são tão chatas assim, por que não poderíamos mudar tudo isso, tipo coisa de filmes, seria mais legal.

Voltando para realidade...

Eu sei bem o porquê, é uma culpa por ter comido aquele doce, a culpa por não ter feito diferente com fulano. É uma culpa, sem fim. É sentimento vazio, e isso só se resume a uma coisa: Quando chega a noite, eu não consigo dormir literalmente, talvez seja as verdades vindo a tona, talvez insônia por tomar tanta coca cola. Talvez isso só seja eu e meios julgamentos, isso é que dá ficar pensando demais. Odeio pensar demais.
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