Eu e o computador na madrugada


Oi amor, tudo bem como foi o seu dia, blábláblá. Conversa de uma hora. Não sabia qual era o mais fofo, existia amor, apelidos fofos, abraços, risadas e até chocolate na boca, pois é migos.

Já poderia começar a dizer que aquilo só era o começo de uma desilusão amorosa.

As coisas mudaram, inverteram de posição. Sei lá, tantas coisas aconteceram. Até hoje eu não sei o que aconteceu, ta eu sei, mais eu não gosto de ficar me recordando, ainda doí. As coisas ficaram difíceis e escuras, isso depois de um fora. Isso depois de quase duas semanas, eu já sofria,  as noites ficavam mais difíceis, por não conseguir dormir. Aliás, eu odiava dormir. Surgiram  olheiras, as notas baixas, a bolsa do colégio na cabeça para dormi. Mais comida menos exercício. Mais computador, menos tempo com os amigos. Menos tempo com a sociedade.  Mais casa menos sol, menos pessoas. Mais reclamações. E uma extensão de porquês. Uma lista extensa de perguntas sem respostas.

 E assim foi, que mais?

Passou, com o tempo né? Tipo um ano como qualquer pessoa normal, que sofre de um amor platônico, sim né? Na-na-ni-na-não.

Nunca ninguém tinha me dito, o que era sofrer por amor. Aliás, esse não é um assunto muito debatido em rodas de amigos, só rola mais zueiras. Nem isso eu tinha, cadê os amigos? Desfiz de todos, tive que lhe dá com cada pauta sobre o tema amor sozinho, escutando as musicas mais chatas que hoje eu considero. Sempre fui bom de lhe dá com as coisas sozinhos, nunca fui daqueles que sempre levou os amigos nas lojas, para decidir comigo qual roupa ficaria melhor em meu corpo. O computador era o meu amigo, a madrugada era cheia de Tec. Tec. Tec, do teclado. Era única, cada dia escolhia as pautas, para mim debater comigo mesmo, cada motivo, cada circunstância, cada duvida e cada vez mais não me cobrar tanto, por uma coisa que não deu certo.  Às vezes lhe dá com os problemas sozinho, faz de você uma pessoa melhor. Sem julgamentos, sem perguntas, sem falsos comentários. Além de você, mais ninguém pode resolver os problemas, os prazos. E dói viu, Se platônico, dói. Se recíproco, enlouquece. Se sincero, duvidoso. Mais com tudo isso, passa. Relaxa, vai dá tudo certo.
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